Até meus 18 anos eu nunca tinha tido nenhum tipo de animal de estimação sem contar claro, aos pintinhos e peixinhos laranjas presentes das feiras na escolinha (mas nem dá pra considerar).
Meu pai nunca ligou para isso, era minha mãe quem não queria: o cheiro, a sujeira, a bagunça, sempre havia uma razão. Nem o peixe beta escapou da fúria da loirinha endiabrada.
Meu pai nunca ligou para isso, era minha mãe quem não queria: o cheiro, a sujeira, a bagunça, sempre havia uma razão. Nem o peixe beta escapou da fúria da loirinha endiabrada.
O primeiro a ser resgatado foi o Lobinho, ele parecia um filhote de pastor quando era pequeno e ficar com ele em casa, nem pensar (a pata dele era enorme!). Foi uma semana e meia de muita gargalhada e noites acordada sentada ao lado dele sendo mordida (dedos, braços, roupas, o que estivesse ao alcance). No final, o Lobo foi morar no interior de SP. Meu avô o amou até o fim e quando faleceu foi o primeiro dia que pude ver como é poderosa a amizade entre o homem e seu melhor amigo. (O dia mais triste para o Lobo, até pensamos que ele havia adoecido.) Lobinho morreu a pouco tempo, envenenado por um vizinho desgraçado durante a virada do ano. É incrível até onde vai a ignorância do ser humano. (Se o encontrasse, eu juro, o faria comer chumbinho até morrer.) Lobinho, você foi tudo para mim!
Depois, após muita relutância da mommy, enfim em 2003, resolvemos adotar um novo membro para nossa família: Joey, meu grande amor. O Jo-jo é um poodle micro-toy fofo, sem-vergonha, danado, branquito, de focinho marrom e olhos verdes. Minha mãe que não suporta cheiro de cachorro, hoje dorme com o Joey na cama e o chama de filho. São inúmeras as histórias engraçadas e desesperadoras que aconteceram nesses últimos 6 anos e apesar de não morar mais com meu baby, ele ainda é extremamente importante na minha vida e influencia meu humor.
Bom, quando meus pais mudaram, é lógico que eu não iria ficar sozinha e como não podia dividir o Joey ao meio nem mesmo sua custódia, decidi que adotaria um gato SRD preto e depois um cachorrinho. Acabei com duas filhas lindas e gordas: Peggie Sue e Maggie Lee (a.k.a. neguinha e gorducha).
As duas grandes paixões da minha vida, a razão por eu estar sempre apreensiva quando estou fora de casa ou por não passar + de 2 dias viajando. Podem dizer que é loucura, dependência, falta de liberdade, mas eu fico realizada de chegar em casa e ver aquelas duas bolinhas de pêlo dengosas, folgadas, dorminhocas, arranhadoras, sem-noção e mimadas virem se esfregar em mim e sentarem no meu colo, por isso, falem o que quiserem pois mesmo sendo uma mãe de primeira viagem eu as amo incondicionalmente e seria capaz de tudo por elas.
Ontem assisti ao filme 'Marley & Me', e entendo tudo o que eles vivenciaram, ás vezes que queremos pegá-los no colo e mordê-los e às vezes que desejamos estrangulá-los mas sempre no fundo, os amamos e nunca nos arrependeremos de tê-los. São nossa família, nosso amigo, nosso filho, nosso eterno e inesquecível companheiro.
Para aqueles que gostam mas nunca tiveram a oportunidade de ter um bichinho bagunceiro e amigo em sua vida, só tenho a lamentar.
Para aqueles que não gostam, permitam se apaixonar.
Para aqueles que os maltratam ou matam, só tenho a rogar que sofram uma dor insuportável cada segundo de sua mísera e desgraçada vida, que agonizem e engasguem em seu próprio vômito até a morte. (pois é isso que merecem!)
Lobo, Joey, Peggie, Maggie e Nina são as coisinhas mais especiais que pude ter o privilégio de conhecer, amar e ser amada.
Vá ao Centro de Zoonoses de sua cidade ou procure Ongs que resgatam e salvam animais, ADOTE UM ANIMAL, não abandone ... pois todos têm direito à um lar amoroso!
"A questão não é podem eles raciocinar? Ou então, podem eles falar? Mas, podem eles sofrer? [Filósofo Jeremy Bentham]" ...
... see you!

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